Não dói por acabar, mas por fazer você assistir o fim acontendo.
Entre os casais 50+, o slow dumping tem se tornado cada vez mais comum.
Mas afinal, o que é isso? É quando um dos parceiros vai se afastando emocionalmente, pouco a pouco, até que o relacionamento termina. Não é uma ruptura repentina, e sim um fim silencioso, em câmera lenta.
Depois de décadas de convivência, filhos criados e patrimônio construído, muitos casais vivem esse “divórcio emocional” sem perceber.
Continuam juntos por hábito, por medo, por conforto ou conveniência — mas já não dividem mais sonhos, planos ou afeto.
E o mais doloroso é assistir ao amor acabar, sem poder impedir.
Como advogada de famílias, vejo o slow dumping refletir diretamente nos divórcios tardios: um deles já está decidido há anos, enquanto o outro ainda tenta entender o que aconteceu.
Por isso, meu trabalho vai além do jurídico — envolve escuta, respeito e planejamento para que o recomeço seja consciente, justo e financeiramente seguro.
Uma cliente de 62 anos me disse:
🗣️ “Dra., ele não me deixou… ele só foi ficando ausente até eu não existir mais na vida dele.”
Essa frase define com perfeição o que é o slow dumping: o luto por alguém que ainda está ali.
Recomeçar aos 50 não é o fim — é um novo começo.

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